sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Um casamento Celta de responsa!

Os noivos, Bel e Sam, escolheram uma cerimônia Celta porque nenhum dos dois tinha uma religião institucional que representasse os dois como um casal. "Nossa vida a dois sempre teve como uma das questões fortes a nossa espiritualidade. Meditamos, acreditamos no poder do amor, do respeito e na força da natureza como maior expressão de Deus na Terra. E precisávamos de uma cerimônia que falasse sobre isso. Não queríamos casar sem acreditar nas palavras proferidas na cerimônia" nos contou Izabel.

A cerimônia foi baseada nos costumes desse antigo povo europeu que valoriza os laços familiares e a ligação com a natureza, por isso o casal buscou a sacerdotisa Tanya Althea. A tradição celta era passada de mulher para a mulher, de geração em geração, e existe uma força muito grande do feminino, que é capaz de fecundar e criar. Nada dentro de uma cerimônia de casamento celta é por acaso. Tudo tem um significado.

E nesse clima é que a De Responsa recebeu dos noivos o desafio de criar algo diferente para presentear os convidados. A ideia era explicar um pouco da cultura celta de forma lúdica e utilizando materiais ecologicamente corretos, já que a natureza é o maior valor dessa cultura.


O resultado: Um jogo da memória que explica alguns símbolos celta.


Tudo isso porque houve a preocupação com a reação dos convidados. "Temos muitos amigos de religiões diferentes e ficamos com receio que alguns poderiam encarar de forma errada, ou preconceituosa", disse Izabel. "Para que a nossa palavra chegasse a todos, resolvemos usar as lembrancinhas do De Responsa como mais uma forma de desmitificar a cerimônia."

E funcionou!

As pessoas receberam a lembrança na entrada do casamento para que ao início da cerimônia já estivessem familiarizadas com os símbolos que continham explicações sobre a cerimônia. De acordo com os noivos, ao final do evento, todos comentaram que nunca tinham visto uma cerimônia tão
especial.

O noivo depois da cerimônia ficou curioso com o presente
Abaixo trazemos a explicação de alguns dos símbolos presentes no jogo-da-memória feito pela De Responsa. Um presente simples e eficiente, que agradou a todos :)


TRISKELION

Triskelion é considerado um antigo símbolo indo-europeu, palavra de origem grega, que literalmente significa "três pernas", uma referência ao movimento da vida e do universo.
O número três era considerado sagrado pelos celtas, reforçando o conceito da triplicidade e da cosmologia celta de: Submundo, Mundo Intermediário e Mundo Superior.





ESPIRAIS

Para os celtas, a vida significava movimento e dinamismo. As espirais em sentido horário representam o sol de verão (a expansão) e no sentido anti-horário o sol de inverno (a proteção).





ÁRVORE DA VIDA

Os celtas não construíam templos para a adoração de seus deuses, mas mantinham altares em bosques dedicados a serem locais de adoração. Algumas árvores eram consideradas elas próprias sagradas. A árvore põe igualmente em comunicação os três níveis do cosmo: o subterrâneo, através de suas raízes sempre a explorar as profundezas onde se enterram; a superfície da terra, através de seu tronco e de seus galhos inferiores; as alturas, por meio de seus galhos superiores e de seu cimo, atraídos pela luz do céu.

sexta-feira, 13 de maio de 2011

BANNER PRA QUE TE QUERO





Adriana Gryner e Marco Luna,
da Tem Quem Queira
Sabem aqueles banners que costumamos ver em eventos com ilustrações, textos ou com nomes de patrocinadores? Pois é, pra quem não sabe eles se transformam em bolsas, carteiras e sacolas super estilosas graças ao trabalho da Ong TemQuemQueira.

A ideia da transformação do material surgiu quando Marco Luna e Adriana Gryner se depararam com a quantidade absurda de banners e lonas de vinil que eram desperdiçados depois dos eventos realizados pela LG Ventura Eventos e Comunicação, empresa da qual Marco era diretor de criação e Adriana é diretora social: “A gente fazia verdadeiros castelos cenográficos e sobrava muito lixo, que acabava entupindo os bueiros. A química deste material e a tinta que solta deles é muito tóxica”.

Então Marco e Adriana resolveram desenhar alguns modelos de bolsas e pediram para uma associação de costureiras produzir as peças. A intenção era sugerir aos clientes da LG Ventura que eles investissem na reciclagem dos banners dos eventos de forma a transformá-los em brindes corporativos, além de, em paralelo, estarem ajudando à comunidade de artesãs.

O desejo da LG Ventura de ter um projeto social era antigo, por isso o grupo resolveu dar um passo adiante e procurou a primeira-dama do Estado, Adriana Ancelmo Cabral, que indicou o Degase - Departamento Geral de Ações Socioeducativas para ser parceiro do próximo projeto social da LG Ventura, pois gostaria que os meninos infratores internos nas instituições do Degase tivessem uma ocupação. Só que para a confecção dos produtos era necessário ter uma estrutura mais formal de trabalho e, por isso, não haveria como empregar menores de idade.

Foi então que o próprio Degase indicou a Fundação Santa Cabrini, que faz capacitação de presidiários para vários tipos de ofícios, incluindo, dentre outras atividades, corte e costura. Os presos recebem um salário mensal, que fica sob a supervisão da fundação até a data de sua libertação e para cada três dias trabalhados o detento ganha um dia de liberdade.

O Presídio Vieira Ferreira Neto, que abriga com detentos que já estão para serem libertos ou de baixa periculosidade, foi a instituição indicada pela fundação. “Nós pensamos, primeiro, em um presídio feminino, mas estamos há três anos no Vieira Ferreira Neto e nunca tivemos um problema, mesmo trabalhando com material perfurante como tesoura e estilete”, diz Marco Luna.
  
Em 2008 a Ong Tem quem Queira já tinha sido criada, tendo à frente Adriana Meyer (diretora-executiva da LG Ventura) e Marco Luna (ex-Diretor de Criação da LG Ventura, hoje dedicando-se somente à ong). Empregava uma mão-de-obra formada por seis funcionários, todos presidiários. Depois de conquistar a liberdade, um deles, inclusive, inspirou-se no trabalho da Tem quem Queira e, com o dinheiro recebido durante o período em que prestou serviços para a organização, comprou uma máquina de costura e passou a fazer bolsas de lona. “Hoje ele vive disso”, diz Marco, satisfeito.

Mas nem todos os presos conseguiram trilhar o mesmo caminho, muitos sentiram dificuldades aqui fora e não conseguiram emprego. Enquanto Marco Luna e Adriana Meyer pensavam em uma forma de ajudar estes homens através da ong, surgiu uma empresa que se mostrou fã do trabalho da instituição e propôs colaborar no que fosse preciso.

Graças a este apoio, a Tem quem Queira conseguiu abrir uma oficina extra-muros, onde passa a empregar mais seis funcionários, compostos por ex-detentos e também algumas mulheres que ainda cumprem pena, só que em regime semi-aberto - de dia elas trabalham na oficina e à noite dormem no presídio.

Atualmente são vendidas de 600 a 1.000 peças por mês, onde parte da produção é fornecida como brinde para os clientes da empresa que patrocina este projeto da Tem quem Queira. A outra parte é direcionada para pedidos corporativos (pastas para congressos, porta-notebooks, bolsas, etc), cuja renda obtida é revertida para o sustento da organização.

O design dos produtos é feito por Marco, Adriana e a equipe de designers da LG Ventura, que recentemente firmaram uma parceria com a estilista Isabela Capeto para criar uma bolsa de lona vinílica reciclada.

A DeResponsa é fã do trabalho da Tem quem Queira, que além de muito bonito é feito com profissionalismo. Exatamente por isso merece ser mais conhecido e esta é a nossa pequena colaboração neste sentido. ;o)



segunda-feira, 28 de março de 2011

Um ótimo cardápio para a sua logomarca



O mundo está se tornando cada vez mais virtual. Música, filmes, notícias e livros há tempos podem ser acessados via Internet, da mesma forma como já é possível fazer compras, efetuar transações bancárias ou participar de cursos pela rede.

O setor de serviços, aliás, parece ser um dos que mais cresce neste meio. Afinal, a economia de tempo que eles proporcionam ao cliente muitas vezes se traduz em redução de custos. É o caso, por exemplo, do LogoChef, empresa virtual que desenvolve logomarcas e oferece serviços gráficos a preços acessíveis para seus clientes.

Foi com ela que a DeResponsa desenvolveu a sua logomarca. De cara, gostamos da proposta de trabalho da empresa, que era transparente e oferecia valores viáveis. Daí resolvemos preencher o briefing e, ansiosas, ficamos aguardando os primeiros rascunhos. Queríamos uma marca forte, colorida e de fácil identificação e em pouco tempo - cerca de três semanas e após três revisões, apenas - a LogoChef conseguiu identificar a nossa “cara”.


Por isso, para saber um pouco mais sobre o trabalho bacana desta empresa, conversamos, neste post, com Davi Goldwasser e Dan Strougo, a dupla responsável pela Logochef.


DERESPONSA: Como resolvem as exigências dos clientes sem reuniões presenciais?

O modelo replica a estrutura tradicional do atendimento das agências, porém propondo um novo processo. Nossa agência vai a cada cliente – acessível via internet a qualquer hora e lugar. Atendemos cada uma das empresas com toda a atenção – oferecendo contatos via e-mail, telefone, skype, msn.  Deixamos claro os preços e prazos (diferente do modelo tradicional que afasta muitas vezes este tipo de cliente). E conhecemos a necessidade de cada empresa através de nosso briefing.


DERESPONSA: Que tipo de perguntas a Logochef costuma pedir no briefing?
Nosso briefing é baseado em estudos e testes realizados com micro e pequenos empresários e designers Através dele, buscamos conhecer mais o negócio do cliente com informações sobre a empresa, mercado, atuação, além de dados base para a criação como conteúdo, nome, cores, formatos desejados. Também abrimos a opção de envio de referências e a possibilidade do cliente deixar para nossa equipe a liberdade de criação. O briefing é bem intuitivo, com simples entendimento dos mais leigos e de fácil e rápido preenchimento.  



DERESPONSA: Como foi o trabalho de criação da logomarca da DeResponsa?

Vocês nos apresentaram a proposta da empresa, o que para nós já foi um prazer, pois estaríamos desenvolvendo a identidade visual de uma empresa preocupada com a questão ambiental. Buscamos, então, algumas alternativas e na escolha final o logotipo apresentado buscou elementos que evidenciavam a reciclagem (o processo contínuo como o caracol) e a atenção, importância e responsabilidade da empresa (com o elemento da exclamação).


DERESPONSA: As empresas costumam investir em logomarca? Qual a importância de uma logomarca para uma empresa?
O logotipo é o rosto de um negócio, é a primeira impressão que um cliente tem em relação à oferta apresentada. Uma má impressão pode impedir até mesmo o primeiro contato em uma negociação. Pensando nisso, o LogoChef leva às MPEs (médias e pequenas empresas)  a oportunidade de investir, de forma acessível, não apenas em seu logotipo (que é o primeiro passo na construção de uma identidade visual profissional) mas em mais de 80 serviços de design gráfico.


DERESPONSA: Que tipo de economia o LogoChef tem com o trabalho realizado através da Internet? 
Eliminamos a necessidade de um espaço físico para receber os clientes e parceiros (hoje trabalhamos em um pequeno escritório no RJ). Além disso, o LogoChef trabalha com designers associados (apenas designers formados com qualidade garantida). Este modelo nos ajuda a reduzir os custos fixos e repassar ao cliente final toda esta economia.  



 

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