sexta-feira, 13 de maio de 2011

BANNER PRA QUE TE QUERO





Adriana Gryner e Marco Luna,
da Tem Quem Queira
Sabem aqueles banners que costumamos ver em eventos com ilustrações, textos ou com nomes de patrocinadores? Pois é, pra quem não sabe eles se transformam em bolsas, carteiras e sacolas super estilosas graças ao trabalho da Ong TemQuemQueira.

A ideia da transformação do material surgiu quando Marco Luna e Adriana Gryner se depararam com a quantidade absurda de banners e lonas de vinil que eram desperdiçados depois dos eventos realizados pela LG Ventura Eventos e Comunicação, empresa da qual Marco era diretor de criação e Adriana é diretora social: “A gente fazia verdadeiros castelos cenográficos e sobrava muito lixo, que acabava entupindo os bueiros. A química deste material e a tinta que solta deles é muito tóxica”.

Então Marco e Adriana resolveram desenhar alguns modelos de bolsas e pediram para uma associação de costureiras produzir as peças. A intenção era sugerir aos clientes da LG Ventura que eles investissem na reciclagem dos banners dos eventos de forma a transformá-los em brindes corporativos, além de, em paralelo, estarem ajudando à comunidade de artesãs.

O desejo da LG Ventura de ter um projeto social era antigo, por isso o grupo resolveu dar um passo adiante e procurou a primeira-dama do Estado, Adriana Ancelmo Cabral, que indicou o Degase - Departamento Geral de Ações Socioeducativas para ser parceiro do próximo projeto social da LG Ventura, pois gostaria que os meninos infratores internos nas instituições do Degase tivessem uma ocupação. Só que para a confecção dos produtos era necessário ter uma estrutura mais formal de trabalho e, por isso, não haveria como empregar menores de idade.

Foi então que o próprio Degase indicou a Fundação Santa Cabrini, que faz capacitação de presidiários para vários tipos de ofícios, incluindo, dentre outras atividades, corte e costura. Os presos recebem um salário mensal, que fica sob a supervisão da fundação até a data de sua libertação e para cada três dias trabalhados o detento ganha um dia de liberdade.

O Presídio Vieira Ferreira Neto, que abriga com detentos que já estão para serem libertos ou de baixa periculosidade, foi a instituição indicada pela fundação. “Nós pensamos, primeiro, em um presídio feminino, mas estamos há três anos no Vieira Ferreira Neto e nunca tivemos um problema, mesmo trabalhando com material perfurante como tesoura e estilete”, diz Marco Luna.
  
Em 2008 a Ong Tem quem Queira já tinha sido criada, tendo à frente Adriana Meyer (diretora-executiva da LG Ventura) e Marco Luna (ex-Diretor de Criação da LG Ventura, hoje dedicando-se somente à ong). Empregava uma mão-de-obra formada por seis funcionários, todos presidiários. Depois de conquistar a liberdade, um deles, inclusive, inspirou-se no trabalho da Tem quem Queira e, com o dinheiro recebido durante o período em que prestou serviços para a organização, comprou uma máquina de costura e passou a fazer bolsas de lona. “Hoje ele vive disso”, diz Marco, satisfeito.

Mas nem todos os presos conseguiram trilhar o mesmo caminho, muitos sentiram dificuldades aqui fora e não conseguiram emprego. Enquanto Marco Luna e Adriana Meyer pensavam em uma forma de ajudar estes homens através da ong, surgiu uma empresa que se mostrou fã do trabalho da instituição e propôs colaborar no que fosse preciso.

Graças a este apoio, a Tem quem Queira conseguiu abrir uma oficina extra-muros, onde passa a empregar mais seis funcionários, compostos por ex-detentos e também algumas mulheres que ainda cumprem pena, só que em regime semi-aberto - de dia elas trabalham na oficina e à noite dormem no presídio.

Atualmente são vendidas de 600 a 1.000 peças por mês, onde parte da produção é fornecida como brinde para os clientes da empresa que patrocina este projeto da Tem quem Queira. A outra parte é direcionada para pedidos corporativos (pastas para congressos, porta-notebooks, bolsas, etc), cuja renda obtida é revertida para o sustento da organização.

O design dos produtos é feito por Marco, Adriana e a equipe de designers da LG Ventura, que recentemente firmaram uma parceria com a estilista Isabela Capeto para criar uma bolsa de lona vinílica reciclada.

A DeResponsa é fã do trabalho da Tem quem Queira, que além de muito bonito é feito com profissionalismo. Exatamente por isso merece ser mais conhecido e esta é a nossa pequena colaboração neste sentido. ;o)



segunda-feira, 28 de março de 2011

Um ótimo cardápio para a sua logomarca



O mundo está se tornando cada vez mais virtual. Música, filmes, notícias e livros há tempos podem ser acessados via Internet, da mesma forma como já é possível fazer compras, efetuar transações bancárias ou participar de cursos pela rede.

O setor de serviços, aliás, parece ser um dos que mais cresce neste meio. Afinal, a economia de tempo que eles proporcionam ao cliente muitas vezes se traduz em redução de custos. É o caso, por exemplo, do LogoChef, empresa virtual que desenvolve logomarcas e oferece serviços gráficos a preços acessíveis para seus clientes.

Foi com ela que a DeResponsa desenvolveu a sua logomarca. De cara, gostamos da proposta de trabalho da empresa, que era transparente e oferecia valores viáveis. Daí resolvemos preencher o briefing e, ansiosas, ficamos aguardando os primeiros rascunhos. Queríamos uma marca forte, colorida e de fácil identificação e em pouco tempo - cerca de três semanas e após três revisões, apenas - a LogoChef conseguiu identificar a nossa “cara”.


Por isso, para saber um pouco mais sobre o trabalho bacana desta empresa, conversamos, neste post, com Davi Goldwasser e Dan Strougo, a dupla responsável pela Logochef.


DERESPONSA: Como resolvem as exigências dos clientes sem reuniões presenciais?

O modelo replica a estrutura tradicional do atendimento das agências, porém propondo um novo processo. Nossa agência vai a cada cliente – acessível via internet a qualquer hora e lugar. Atendemos cada uma das empresas com toda a atenção – oferecendo contatos via e-mail, telefone, skype, msn.  Deixamos claro os preços e prazos (diferente do modelo tradicional que afasta muitas vezes este tipo de cliente). E conhecemos a necessidade de cada empresa através de nosso briefing.


DERESPONSA: Que tipo de perguntas a Logochef costuma pedir no briefing?
Nosso briefing é baseado em estudos e testes realizados com micro e pequenos empresários e designers Através dele, buscamos conhecer mais o negócio do cliente com informações sobre a empresa, mercado, atuação, além de dados base para a criação como conteúdo, nome, cores, formatos desejados. Também abrimos a opção de envio de referências e a possibilidade do cliente deixar para nossa equipe a liberdade de criação. O briefing é bem intuitivo, com simples entendimento dos mais leigos e de fácil e rápido preenchimento.  



DERESPONSA: Como foi o trabalho de criação da logomarca da DeResponsa?

Vocês nos apresentaram a proposta da empresa, o que para nós já foi um prazer, pois estaríamos desenvolvendo a identidade visual de uma empresa preocupada com a questão ambiental. Buscamos, então, algumas alternativas e na escolha final o logotipo apresentado buscou elementos que evidenciavam a reciclagem (o processo contínuo como o caracol) e a atenção, importância e responsabilidade da empresa (com o elemento da exclamação).


DERESPONSA: As empresas costumam investir em logomarca? Qual a importância de uma logomarca para uma empresa?
O logotipo é o rosto de um negócio, é a primeira impressão que um cliente tem em relação à oferta apresentada. Uma má impressão pode impedir até mesmo o primeiro contato em uma negociação. Pensando nisso, o LogoChef leva às MPEs (médias e pequenas empresas)  a oportunidade de investir, de forma acessível, não apenas em seu logotipo (que é o primeiro passo na construção de uma identidade visual profissional) mas em mais de 80 serviços de design gráfico.


DERESPONSA: Que tipo de economia o LogoChef tem com o trabalho realizado através da Internet? 
Eliminamos a necessidade de um espaço físico para receber os clientes e parceiros (hoje trabalhamos em um pequeno escritório no RJ). Além disso, o LogoChef trabalha com designers associados (apenas designers formados com qualidade garantida). Este modelo nos ajuda a reduzir os custos fixos e repassar ao cliente final toda esta economia.  



segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

A ARTE DO VIDRO RECICLADO



O artista Paulo Vergueiro é um dos principais parceiros da DeResponsa. Junto com ele já desenvolvemos lindos presentes e brindes. Daí bateu a vontade de compartilhar com vocês um pouco da expertise deste talentoso profissional, que vem desenvolvendo um trabalho incrível de reciclagem de vidro. 



DERESPONSA: Qual é o grande diferencial de trabalhar com vidro, Paulo?

Transparência. A matéria-prima muito densa como a cerâmica, a pedra, o papel, o metal, a madeira não tem transparência. Já o vidro deixa a luz atravessar, denunciando qualquer trabalho mal feito. Apesar de esta ser a maior dificuldade, também é o maior barato. Para as pessoas o vidro lembra o etéreo e isso as atrai muito.


DERESPONSA: Como você passou a trabalhar com reciclagem?

Reciclar, na verdade, é um processo disciplinar. Eu reciclo de sobra de comida a sobra de obra,...(rs)

Quando comecei a trabalhar com cerâmica aprendi a não jogar nada fora, pois você usa e reutiliza o barro, usa e reutiliza. Por isso, a reciclagem está incorporada não só à minha vida como ao meu trabalho já há um bom tempo.

Como no momento estou trabalhando especificamente na reciclagem de vasilhames de vidro (garrafas, perfumes), darei exemplos relacionados a esta área.

Bandeja e taça DeResponsa / Paulo Vergueiro
Em uma das modalidades de reciclagem de vidro (garrafas) eu mantenho o desenho industrial do objeto. Ou seja, uma garrafa, mesmo reciclada, continuará tendo a leitura de uma garrafa. Em uma outra modalidade corto em pedaços uma garrafa e transforma estes pedaços em outros elementos. E há, ainda, uma outra maneira onde você mói e qualifica estes grãos obtidos e os transforma em objetos.


DERESPONSA: O que contribui para o produto reciclado ter vida longa?

O bom resultado de qualquer trabalho depende do desenho, da limpeza plástica.  A reciclagem tem de transformar o produto em objeto de desejo (como acontece, por exemplo, com uma jóia). Se o produto reciclado for apenas artesanato, a probabilidade é que em pouco tempo ele seja descartado novamente.


DERESPONSA: Como você vê o mercado para objetos decorativos feitos através da reciclagem? Principalmente os de vidro?

Um produto de frágil estrutura conceitual não vai conseguir presença de mercado. De qualquer maneira, o mercado ainda é conservador e será necessário um tempo até que os objetos reciclados tenham mais espaço.

Desde a Agenda 21, no entanto, você vê mais informações sobre o assunto, o que certamente está abrindo as portas do mercado para este tipo de produto.


XXX


Saiba algumas curiosidades sobre o vidro:


- Uma das mais conhecidas hipóteses para a descoberta do vidro data de...5000 a.C ! Esta versão conta que os mercadores fenícios fizeram uma fogueira na beira da praia e sobre ela apoiaram blocos de nitrato de sódio – que eles usavam como suporte para as panelas. Ao acordar, perceberam que o fogo, aliado à areia e a o nitrato de sódio, originara um líquido transparente. Este líquido nada mais era do que...vidro.

- A reciclagem do vidro gasta muito menos energia do que a sua fabricação.

- 1kg de vidro usado transforma-se em 1kg de vidro novo economizando 30% de energia

- “Vidro infinito” é o nome que se dá ao vidro pelo fato de ele ser infinitamente reciclável

- Fusing é a técnica que permite ao artista / artesão moldar e fundir o vidro.



 

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